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Solidariedade que virou cooperativa: escola de Eldorado do Sul retorna à Casa Cooperativa dois anos após enchente

01/06/2026

Uma ajuda realizada durante a maior tragédia climática do Rio Grande do Sul acabou se transformando, dois anos depois, no início de uma cultura cooperativa dentro de uma escola de Eldorado do Sul. Na última semana, a Casa Cooperativa, em Nova Petrópolis/RS, recebeu a visita da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Luiza Maria Binfaré Cesar, uma das instituições atingidas pelas enchentes de 2024 e também contemplada pelo programa “Adote uma Escola”, criado pela entidade durante a crise climática.

Na época, a mobilização arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão e auxiliou mais de 100 escolas gaúchas com doações de equipamentos, materiais e itens essenciais para retomada das atividades. A escola de Eldorado do Sul recebeu eletrodomésticos, utensílios e diversos itens que ajudaram a reconstruir o ambiente escolar após a destruição causada pela enchente.

Dois anos depois, o reencontro aconteceu de forma inesperada e carregado de simbolismo. A escola voltou à Casa Cooperativa não para pedir ajuda, mas para apresentar aos alunos o lugar onde nasceu o cooperativismo de crédito na América Latina e compartilhar um novo momento vivido pela instituição: a criação de uma cooperativa escolar.

O mais emocionante é que ninguém havia percebido inicialmente que a visita acontecia exatamente dois anos após a tragédia. “Até o momento em que vi o Paulo e começamos a conversar, eu ainda não tinha me dado conta de que, exatamente dois anos após o desespero total, estávamos nos reencontrando para compartilhar a realização dos nossos alunos na cooperativa escolar que iniciou no final do ano passado na nossa escola”, relata a vice-diretora Jane Mello.

O reencontro também evidenciou um contraste simbólico entre destruição e reconstrução. Há dois anos, a escola enfrentava perdas, lama, água e incertezas. Agora, os estudantes percorriam o Sítio Histórico do Cooperativismo conhecendo justamente os valores de ajuda mútua, comunidade e cooperação que ajudaram a reconstruir aquele período difícil.

Hoje, a escola já desenvolve atividades ligadas à cooperativa escolar com seus estudantes, ampliando conceitos de colaboração, pertencimento e educação financeira dentro do ambiente educacional.

Durante a visita ao Sítio Histórico do Cooperativismo, os alunos puderam conhecer objetos antigos, ouvir histórias sobre o surgimento do cooperativismo e entender como a cooperação pode transformar comunidades.

“A curiosidade deles sobre como tudo começou foi muito bonita. Eles se encantaram ao ver objetos antigos que hoje já não conhecem mais. E também compreenderam como podemos ajudar uns aos outros, crescer pessoalmente e financeiramente, sempre respeitando e apoiando as outras pessoas”, complementa Jane.

A visita também passou pelo Memorial Amstad e pelos marcos históricos da Linha Imperial, território reconhecido internacionalmente como patrimônio cultural do cooperativismo mundial. 

 

Assessoria de Imprensa

 

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